Cresce o número de mulheres em postos de lideranças.

A presença das mulheres no mundo dos negócios, seja como empreendedora, seja ocupando cargos de liderança, nunca esteve tão em evidência. A pesquisa GEM – Global Entrepreneurship Monitor estima que o número de mulheres empreendedoras no Brasil em 2019 foi de 26 milhões, muito próxima dos 29 milhões de homens. Já um levantamento da consultoria Page Executive aponta que a presença feminina em cargos executivos da alta direção cresceu 20% em 2020, saltando de 30% em 2019 para 37% no ano passado. O varejo é dos segmentos que mais tem mulheres em pastos de liderança.

Apesar de as mulheres terem conquistado espaço e reconhecimento no mercado profissional e empreendedor, os desafios ainda são muitos. Segundo a GEM 2019, um dos principais gargalos do empreendedorismo feminino é o maior envolvimento das mulheres com atividades de cuidados do lar e da família. A falta de equidade nas responsabilidades domésticas rouba tempo das empreendedoras, que poderiam estar dedicando mais horas em seus negócios.

“Ainda temos muitas conquistas a fazer. É por isso que somos a favor das mulheres”, afirma Luíza Helena Trajano, uma das maiores empresárias do Brasil, que convoca as executivas brasileiras para lutarem em defesa da igualdade social. “A mulher operária sai de casa às 5h da manhã e volta às 22h, e ainda tem todo o serviço de casa para fazer, sem falar que não tem onde deixar seus filhos depois de uma certa hora. Então, vamos lutar para que todas nós tenhamos uma vida digna, que possamos através do nosso feminino, acolher, proteger e modificar este país, juntamente com os homens”, disse em mensagem especial para o Mês das Mulheres envidada à CNDL.

 

Assista ao vídeo de Luíza Helena Trajano no nosso Instagram.

DIna Marta, da CDL Goiânia, acompanhou de perto as principais transformações do Sistema CNDL.

 

Mulheres no Sistema CNDL
A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) conta com uma forte e ampla participação e colaboração das mulheres. Elas estão à frente de “dezenas de Câmaras Lojistas, Federações e em cargos da diretoria da CNDL”, conta o presidente da instituição, José César da Costa.

Dina Marta Correia Batista, superintendente executiva da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) Goiânia, é uma dessas mulheres que dedica seu conhecimento e força em favor dos varejistas. Ela está no Sistema CNDL há 37 anos, dos quais 35 anos na CDL Goiânia. “Durante estes anos, vi o quanto as mulheres ganharam espaço e voz no cenário econômico e estão cada vez mais inseridas no mundo dos negócios. É evidente o crescimento do empreendedorismo feminino, que ecoa inclusive no comércio”, afirma.

Para ela, as mulheres têm ganhado espaço no mundo dos negócios por seu perfil inovador e adaptativo. “A criatividade, a flexibilidade e a busca contínua por atualizações e mais conhecimento tem possibilitado uma maior inserção das mulheres no mercado de trabalho, principalmente, em cargos e funções antes ocupadas somente por homens”, avalia a superintendente.

Dina Marta vê a pandemia como é um desses momentos de transformações radicais, em que as entidades do Sistema CNDL são chamadas para desempenhar um papel fundamental no apoio aos micros e pequenas negócios. “E mais uma vez o sistema como um todo se faz presente”, destaca a superintendente, que acrescenta: “a caminhada é longa e os desafios muitos, mas as mulheres são guerreiras incansáveis, e, como diz o hino da Nação Lojista, ‘não fogem a luta’. E assim, com competência, criatividade e muita garra, seguimos em frente, dando um novo tom aos ambientes de negócios, tornando-os mais justos, mais inclusivos e mais humanizados”.

A superintendente executiva da CDL Goiânia viveu de perto as grandes transformações do sistema e as mudanças que ocorreram no comércio. “Antes tínhamos um sistema totalmente manual. Eu acompanhei a informatização das operações e processos, e isso permitiu fornecer, em tempo recorde, as informações necessárias para a concessão e recuperação do crédito. Esta foi sem dúvida uma mudança radical que beneficiou aos associados “, lembra.

Lúcia Fassarella, da CDL Jovem, contribui para a inovação nas micro e pequenas empresas do varejo brasileiro

CDL Jovem
A gestora de projetos da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) Jovem, Lúcia Fassarella, acredita que as mulheres em cargos de liderança ainda enfrentam preconceito. No entanto, seu comprometimento e proatividade não deixam dúvida de que as profissionais e empreendedores podem e devem ocupar postos representativos. “Na minha opinião, é na execução e na capacidade de execução que a gente mostra que a mulher pode estar em qualquer lugar. E esta sempre foi a minha maior contribuição, desde muito jovem, nos movimentos empresariais e de startups”, conta Lúcia Fassarella, que é formada em Engenharia de Produtos e tem especialização em Processo, Gestão de Projetos e Análise de Dados.

Na CDL Jovem, é gestora ou colaborou com projetos importantes, como o Dia Livre de Impostos, iniciativa realizada em parceria com a CNDL que visa conscientizar a população e sensibilizar as autoridades sobre a necessidade de reformas estruturais no modelo fiscal brasileiro; e o Inova Varejo, ação que oferece gratuitamente curadorias e parcerias especiais para impulsionar empresas do varejo, com ferramentas digitais, análises do setor, e acesso a comunidade de empreendedores.

Além de fazer parte do Sistema CNDL há nove anos, passando pelas CDLs Jovem Vitória e São Paulo e Nacional, Lúcia Fassarella é empresária. Atualmente, é sócia-proprietária da P2P Inteligência, negócio de tecnologia para presença digital e insights a fim de acelerar de empreendimentos. A empresa está, localizada em Brasília (DF), mas atua em todo o Brasil. “Fui mentora na FCJ, uma venture builder, e lá pude ajudar muitas empresas a crescerem. Hoje, muitos dos empreendimentos que orientei me procuram para auxiliá-los na gestão”, explica.

Neste Mês das Mulheres, Lúcia Fassarella deseja mais igualdade entre homens e mulheres e que as profissionais sejam reconhecidas por suas competências e experiências. ” Na minha empresa, visamos o cérebro da pessoa (conhecimento). Nunca a contratamos pelo seu biotipo, estatura, cor, mas sim pela capacidade de executar, produzir, de pensar e ser um ser humano do bem. E é isso que desejo para todo o mercado profissional e empreendedor, e com isso, possamos trabalhar com harmonia independentemente do gênero”, completa a empreendedora.

Fonte: Revista Varejo S.A

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